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| Prevaleceram os interesses da Coca-Cola. |
Estamos perdendo os espaços onde divulgamos e comercializamos nossos trabalhos.
Em abril de 2010, início do ano passado, a preocupação com a possibilidade de diminuição do acesso a espaços públicos, conquistados e acessados até ali pela categoria dos artesãos, foi pauta da reunião da direção do Sindicato dos Artesãos.
Era previsível que, com a Parceria Pública Privada estabelecida, no final de março daquele ano, quando o executivo municipal transferiu para a Vompar, representante da Coca-Cola, os cuidados com o Largo Glênio Peres, a Semana do Artesão, a ARTESUL e as feiras dos Fóruns Estadual e Metropolitano de Economia Solidária corriam risco de não serem mais realizadas naquele local.
Infelizmente, naquele momento, no entendimento da maioria dos membros da direção do Sindicato a preocupação com o tema era exagerada e, a resolução sobre a questão, foi de não assumir nenhuma posição que pudesse causar qualquer alteração na relação da entidade com a Prefeitura Municipal.
Pois, após um ano e meio, ficou claro que a preocupação não era exagerada.
Em 2011 as Feiras de Economia Solidária previstas para o Largo saíram com significativa diminuição de espaço físico e somente após grande mobilização. É importante lembrar que estas feiras são garantidas por lei municipal.
Mas, a Semana do Artesão organizada pelo Sindicato dos Artesãos, que teve grande sucesso em 2010, não saiu. A Prefeitura não cedeu o local.
Quanto a ARTESUL, representantes da categoria fizeram contato com membros do Legislativo Municipal, no final de novembro, tentando garantir a sua realização.
Quando o Programa Gaúcho do Artesanato abriu as inscrições para a feira, nos dia 5 e 6 de dezembro, pareceu a todos que o movimento tinha dado o resultado esperado. Infelizmente não foi isto que aconteceu!
Com centenas de artesãs e artesãos inscritos e a seleção dos trabalhos que seriam expostos já realizada, veio a notícia: A feira não sai no Largo Glênio Peres!
O “Largo” não é um fato isolado. Junte-se a este as parcerias com a Pepsi-Cola na Orla do Guaíba e na Redenção e a parceria com o Walmart no Brique da Redenção. De agora até 2014, ano da realização da Copa do Mundo de Futebol, a ocupação de espaços públicos por grandes empresas multinacionais, para divulgar suas marcas, vai crescer. Estes espaços são grandes vitrines. Atualmente visualizadas pelo público local e serão, durante a Copa, vitrines visualizadas pelos (as) turistas que aqui vierem e através da televisão pelo mundo. Uma grande divulgação com custos baixíssimos.
Realmente a preocupação com a perda de espaços não era exagerada e os fatos deixam claro: O executivo municipal não tem a menor preocupação em manter uma boa relação com nós artesãos, ele já escolheu parceiros mais convenientes.
O golpe final veio com a votação do PL 038/2011. Com origem no executivo municipal o Projeto de Lei trata da reutilização do Largo Glênio Peres.
Resultado da votação: perdemos todas as feiras.
Segue lista dos vereadores (as) que querem a continuidade do Largo Glênio Peres como espaço público de manifestações populares e eventos da economia popular e votaram a FAVOR DOS INTERESSES DA NOSSA CATEGORIA:
ALDACIR OLIBONI – PT
FERNANDA MELCHIONNA –PSOL
MARIA CELESTE – PT
SOFIA CAVEDOM - PT

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